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Afeganistão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

د افغانستان اسلامي جمهوری
Da Afġānistān Islāmī Jomhoriyat
جمهوری اسلامی افغانستا
Jamhoriye-e Eslāmī-ye Afġānistān
República Islâmica do Afeganistão
(Bandeira) (Brasão de Armas)


Hino nacional: Sououd-e-Melli

Localização

Países vizinhos Irão (O)
Turquemenistão (NO)
Uzbequistão (N)
Tajiquistão (N)
China (NE)
Paquistão (SE)
Língua oficial    Persa, Pachto Dari
Gentílico Afegão
Afegã[1]
Afegane[1]
Capital Cabul
Maior cidade Cabul
Governo República Islâmica
• Presidente  Hamid Karzai
• Vice-presidente  Ahmad Zia Massoud
• Vice-presidente  Karim Khalili
Independência  do Reino Unido
• Declarada  8 de Agosto de 1919
• Reconhecida  19 de Agosto de 1919
Entrada na ONU  19 de Novembro de 1946
Divisões  
Geografia  
• Área total 652,090 km² km² (41º)
• Área aquífera n/d
Demografia 2005
• População 29,863,000  (38º)
• Densidade 46 / km² (150º)
• Gini
• IDH n/a
• Esper. de vida 43.34 anos (182º)
• Natalidade 46.6 / mil nasc.  ()
• Mortalidade 20.34 / mil nasc.  (11º)
• Mort. infantil 160.23 / mil nasc.  ()
• Analfabetismo  64 %  ()
Economia  
• Moeda Afegani  (ISO 4217)
• PIB (PPC) €16.59 milhões  (91º)
• Crescimento do PIB 8.4
• PIB per capita €617  (162º)
Fuso horário (UTC +4:30)
• Verão +4:30
Clima Desértico
Código  
• COI AFG
• Ind. telef.  +93
• Domínio .af
Fontes: The World Factbook, FMI, ONU, UNICEF

O Afeganistão (oficialmente, República Islâmica do Afeganistão, د افغانستان اسلامي جمهوریت em pachto, جمهوری اسلامی افغانستان em persa) é um país sem saída para o mar no centro da Ásia. É comumente designado como um país da Ásia central, da Ásia meridional e do Oriente Médio. Possui vínculos religiosos, etno-lingüísticos e geográficos com a maioria dos países vizinhos. Limita com o Paquistão ao sul e ao leste, com o Irã a oeste, com o Turcomenistão, o Uzbequistão e o Tadjiquistão ao norte, e com a China a nordeste. O nome do país significa "terra dos afegãos".

O país é um cadinho cultural entre o Ocidente e o Oriente e tem sido um antigo ponto focal para o comércio e a migração. Sua localização é estratégica, ao ligar o sul, o centro e o sudoeste da Ásia. Ao longo de sua história, o país assistiu a diversos invasores e conquistadores, embora em outras ocasiões reinos locais tenham invadido as regiões vizinhas. O Império Durrani, fundado em 1747, tinha por capital a cidade de Kandahar; posteriormente, a capital foi transferida para Cabul e a maior parte do seu território foi cedida a países vizinhos. No final do século XIX, o Afeganistão tornou-se um Estado-tampão envolvido no "Grande Jogo" entre o Império Britânico e o Império Russo. Em 19 de agosto de 1919, após a terceira Guerra Anglo-Afegã, o país recuperou a sua independência plena do Reino Unido.

Desde o final dos anos 1970, o Afeganistão vem sofrendo uma guerra civil contínua e brutal, que incluiu intervenções estrangeiras como a invasão soviética de 1979 e a recente ação chefiada pelos EUA que derrubou o regime dos talibãs. No final de 2001, o Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou a criação de uma Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF, em inglês), composta por tropas da OTAN que apóiam os esforços do governo do Presidente Hamid Karzai para estabelecer o império da lei e para reconstruir a infra-estrutura do país. Em 2005, o país assinou com os EUA um acordo de parceria estratégica que prevê uma relação de longo prazo entre as duas partes. Vários milhões de dólares foram recebidos da comunidade internacional para investimentos na reconstrução do país.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História do Afeganistão

Desde a antiguidade, a guerra é uma constante na região onde hoje fica o Afeganistão, local já ocupado no século VI a.C.pela civilização bactriana, formada por um povo que incorporava elementos das culturas hindu, grega e persa. Depois disso, o território foi atacado por sucessivos invasores. O Afeganistão foi invadido e ocupado pela União Soviética em 1979. Mas, apesar da destruição maciça provocada na sustentação logística, lutas subseqüentes entre as várias facções do Mujahidin permitiram que os fundamentalistas do Talibã se apropriassem da maior parte do país. Em 1997, as forças talibãs mudaram o nome do país de Estado Islâmico do Afeganistão para Emirado Islâmico do Afeganistão.

Nos últimos dois anos o país sofre com a seca. Estas circunstâncias conduziram três a quatro milhões de afegãos a sofrerem de inanição.

Em resposta aos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 nas Torres Gêmeas (World Trade Center) em Nova York, e no Pentágono, cuja autoria foi reivindicada por Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, reconhecido como herói pelos Talibãs, no dia 7 de Outubro de 2001, os Estados Unidos e forças aliadas lançaram uma campanha militar, como parte de sua política antiterrorismo, caçando e prendendo suspeitos de atividades terroristas no Afeganistão e mandando-os para a base de Guantánamo, em Cuba.

[editar] Política

Ver artigo principal: Política do Afeganistão

Em 27 de Setembro de 1996, as forças talibãs, constituídas de ex-estudantes, derrubaram o presidente, capturaram a capital, Cabul, e passaram a controlar grande parte do país. Em novembro desse ano outras facções negociavam um governo nacional de coalizão.

O atual presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, foi escolhido pelo governo dos Estados Unidos da América para dirigir um governo interino, após a queda dos Taliban.

Afegã votando em 18 de Setembro de 2005.

Foram realizadas eleições a 9 de Outubro de 2004, com mais de 10 milhões de afegãos registrados para votar, mas a maioria dos 17 candidatos da oposição não reconheceu o resultado das eleições, alegando fraude; uma comissão independente encontrou evidências de fraude, mas considerou que isto não teria afectado os resultados. Karzai obteve 55,4% dos votos e foi empossado como presidente a 7 de Dezembro. Estas foram as primeiras eleições desde 1969, quando houve eleições para o parlamento.

O actual governo inclui membros da Aliança do Norte, um grupo político formado por elementos de diferentes regiões e grupos étnicos nomeados pela Loya jirga - conselho ligado às antigas tradições afegãs, inicialmente constituído por membros da etnia Pashtun, majoritária, e atualmente formado por diferentes líderes regionais e tribais, autoridades políticas, militares e religiosas, funcionários do governo, etc. E agora os Talibãs, estão escondidos nas montanhas e atacam em forma de guerrilha.

[editar] Subdivisões

Ver artigo principal: Subdivisões do Afeganistão
As 34 províncias do Afeganistão, numeradas

O Afeganistão subdivide-se em 34 províncias:

1. Badakhshan
2. Badghis
3. Baghlan
4. Balkh
5. Bamiyan
6. Daikondi
7. Farah
8. Fariab
9. Ghazni
10. Ghowr
11. Helmand
12. Herat

13. Jozjan
14. Cabul
15. Kandahar
16. Kapisa
17. Khost
18. Konar
19. Konduz
20. Laghman
21. Logar
22. Nangarhar
23. Nimroz

24. Nurestão
25. Paktia
26. Paktika
27. Panjshir
28. Parwan
29. Samangan
30. Sar-i Pol
31. Takhar
32. Uruzgan
33. Vardak
34. Zabol

[editar] Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Afeganistão

O Afeganistão é um país montanhoso, (com 85% do seu território formado por montanhas) -, embora inclua planícies no norte e no sudoeste e poucas depressões. O ponto mais alto do Afeganistão, o Nowshak, atinge uma altitude de 7 485 m acima do nível do mar. Grandes extensões do país são secas, e o fornecimento de água doce é limitado. O Afeganistão tem um clima continental, com verões quentes e invernos frios. O país é frequentemente abalado por sismos.

Para além da capital, Cabul, as maiores cidades do país são Herat, Jalalabad, Mazar-e Sharif e Kandahar.

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia do Afeganistão

O Afeganistão é um país extremamente pobre, muito dependente da agricultura (principalmente da papoula -, matéria-prima do ópio) e da criação de gado. A economia sofreu fortemente com a recente agitação política e militar, e uma severa seca veio se juntar às dificuldades da nação entre 1998 e 2001. A maior parte da população continua a ter alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde insuficientes, e estes problemas são agravados pelas operações militares e pela incerteza política. A inflação continua a ser um problema sério.

Depois do ataque da coligação liderada pelos EUA que levou à derrota dos Talibã em Novembro de 2001 e à formação da Autoridade Afegã Interina (AAI) resultante do acordo de Bona de Dezembro de 2001, os esforços internacionais para reconstruir o Afeganistão foram o tema da Conferência de Doadores de Tóquio para a Reconstrução do Afeganistão em Janeiro de 2002, onde foram atribuídos 4,5 bilhões de dólares a um fundo a ser administrado pelo Banco Mundial. As áreas prioritárias de reconstrução são: a construção de instalações de educação, saúde e saneamento, o aumento das capacidades de administração, o desenvolvimento de setores agrícolas e o de reconstrução das ligações rodoviárias, energéticas e de telecomunicações. Dois terços da população vivem com menos de dois dólares por dia. A taxa de mortalidade infantil é de 160.23 por 1000 nascimentos.

[editar] Comunicações

Ver artigo principal: Comunicações no Afeganistão

[editar] Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Afeganistão
Pirâmide etária do país em 2005.

Com a capital em Kabul e uma área de 647.500 km²; e 29.863.000 hab. (46hab/km²), o Afeganistão é um dos países mais pobres e inóspitos do mundo. A instabilidade política e os conflitos internos arruinaram a sua já débil economia e infra-estruturas a tal ponto que 1/3 da sua população afegã abandonou o país.

Segundo uma estimativa de 2006, a população cresce 2,67% ao ano. O índice de natalidade é de 46,6 a cada 1000 habitantes, enquanto o índice de mortalidade é 20,34 a cada 1000 habitantes. A taxa de mortalidade infantil é de 160.23 mortes a cada 1000 nascimentos. A expectativa de vida é de 43.34 anos.

[editar] Cultura

Ver artigo principal: Cultura do Afeganistão

A cultura do Afeganistão é milenar. É bastante influenciada pelo Islão, porém recebeu, ao longo dos séculos, influências do hinduísmo e do budismo.

Há objetos da Arte Gandhara do século I ao século VII, com marcante influência greco-romana. Desde o início do século XX a arte afegã começou a utilizar-se de técnicas ocidentais. A arte era uma tarefa essencialmente masculina, porém recentemente mulheres começaram a se destacar.

Pormenor de Quatro Cenas da Vida do Buda, stupa do período Gandhara, dinastia Kushan, século II-III

Os monumentos históricos do país foram muito danificados por anos de guerra, e um exemplo disso foram as duas gigantescas estátuas de Buda existentes na província de Bamiyan, que foram destruídas pelos taliban por serem consideradas idólatras.

Outros famosos sítios (lugares) históricos incluem as cidades de Herat, Ghazni e Balkh. O minarete de Jam, no vale de Hari Rud, é um Patrimônio Cultural da Humanidade, segundo a UNESCO.

[editar] Línguas

O Pachto e o Persa (normalmente é usado o dialeto Dari) são ambas línguas oficiais do país. O persa é falado por 50% e o Pachto por 35% da população. Além disso, há línguas não tão difundidas como as línguas turcomanas: O uzbeque e turcomeno são falados por 8% e 3%, respectivamente. O balúchi é falado por 2% da população e outros 2% falam línguas menores.

[editar] Grupos étnicos

Distribuição dos grupos etnológicos no Afeganistão.

O Pachtun é o maior grupo étnico do país tendo cerca de 42% da população. Tadjiques são 27%; Hazaras: 9%; Uzbeques: 9%; Aimak: 4%; Turcomanos: 3%; Balúchis: 2%, grupos menores: 4% formam o restante da população.

[editar] Religião

Ver artigo principal: Religião no Afeganistão

O povo afegão é 99% muçulmano (Sunitas: 80%, Xiitas: 19%) e o 1% restante por outras religiões. Antes do aparecimento do Islã, os budistas e zoroastras eram predominantes na região.

Feriados
Data Nome em português Nome local Observações

Notas

[editar] Ver também

rencontre

Afeganistão - En savoir plus

Rencontre Afeganistão - Articles à  la une


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