Newton da Matta (14 de fevereiro de 1935 — 6 de março de 2006) foi um ator, dublador e diretor de dublagem brasileiro. Iniciou suas atividades artísticas no rádio, atuando nas emissoras TV Tupi, Mayrink Veiga e Nacional, no Rio de Janeiro, aos onze anos. Mais tarde, na Rádio Nacional, foi escritor de novelas e diretor de elenco. Na televisão, atuou como ator e autor de Tele-Peças, na TV Tupi, TV Rio e TV Globo.
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No teatro, foi o primeiro Pedrinho do Sítio do Pica Pau Amarelo, Teatro Ginástico e Copacabana, no Rio de Janeiro. Mais tarde, montou peças de Pirandello, entre outras.
Foi um dos diretores do musical "Alô Dolly" no Teatro João Caetano. A partir de 1960, foi convidado por Herbert Richers e Vitor Berbara a dirigir e atuar como dublador. Foi o surgimento da dublagem no Rio de Janeiro.
Desde então, tem atuado em diversos seriados, entre eles "Dr. Kildare", dublando o ator Richard Chamberlain e "A Gata e o Rato", dublando Bruce Willis. Da Matta deu voz ao ator em todos seus filmes desde então, tanto no Rio de Janeiro quanto em São Paulo.
Em longas-metragens, dublou os atores Dustin Hoffman, Paul Newman, Louis Jordan, Mickey Rourke, James Farentino, Peter O'Toole.
Também fez parte da fantástica dublagem da trilogia A Gaiola das Loucas em que dublava Albin Mougeotte (Zazá) vivido pelo ator Michel Serrault. Ao lado de Marcio Seixas como Renato Baldie e de Garcia Jr como Jacob, o trio garantia o humor na versão brasileira da comédia.
Dirigiu em meados dos anos 1980 a dublagem de Thundercats, dublando o personagem principal Lion-O.
Em seus últimos dias Newton da Matta trabalhava como diretor do estúdio de dublagem Tempo Filmes, responsável pela dublagem de programas do Discovery Channel, do People+Arts, do Discovery Kids e do Animal Planet.
Seu último trabalho, dublando o ator Bruce Willis no filme Sin City de Frank Miller, realizado no estúdio de dublagem Delart, no Rio de Janeiro. Antes de morrer, foi cotado para dublar Hades em Os Cavaleiros do Zodíaco, papel que ficou a cargo de Marcelo Pissardini.
Faleceu aos 71 anos, na tarde de 6 de março de 2006, em Bragança Paulista, interior do Estado de São Paulo, onde estava internado havia mais de trinta dias no Hospital Universitário São Francisco.
Seu corpo foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo no Rio de Janeiro.