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SP-21 :

Rodoanel Mário Covas

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SP-021
Rodoanel Mário Covas
(nome oficial, lei estadual nº 10.786)
Trecho da SP-021
Nomes antigos Rodoanel Metropolitano de São Paulo (até 2001)
Extensão 32 km (20 mi)
Projetado: 175 km (108 mi)
Inauguração 2002 (trecho oeste)
2010 (trecho sul, previsão)
Anel em torno da cidade de São Paulo
Limite pista interna(**) Av. Raimundo P. Magalhães
Perus, São Paulo, SP
Interseções
Limite pista externa(**) Rod. Régis Bittencourt
Embu, SP
Concessão CCR RodoAnel (trecho oeste, desde 2008)
(*) Viabilidade em estudo
(**) Nomenclatura utilizada pelo DER-SP
Rodovias Estaduais de São Paulo
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SP-021
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O Rodoanel Mário Covas (SP-21) (também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel) é uma auto-estrada que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões nas duas vias marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), cujo reflexo no tráfego urbano vem provocando uma grave situação de congestionamentos monstruosos.

É previsto como uma estrada de acesso restrito, com largas faixas vazias ou a ser preenchidas com arvoredos, nas proximidades de áreas residenciais no seu entorno, visando a evitar a ocupação das áreas lindeiras. Não obstante, a simples presença do Rodoanel provocou um intenso movimento de especulação imobiliária nessas regiões. Sua execução foi dividida em quatro trechos, Oeste, Sul, Leste e Norte. Somente o trecho Oeste foi concluído até o momento. O trecho Sul encontra-se em construção.

Atualmente o Rodoanel não é pedagiado, mas com a concessão do trecho oeste realizada em março de 2008, o início da operação dos pedágios está previsto para dezembro do mesmo ano. O projeto prevê a instalação de cabines de cobrança nas saídas para as rodovias, de forma que os usuários paguem a tarifa uma única vez.

Índice

[editar] Trajeto

O trajeto do Rodoanel Mário Covas cruzará os seguintes municípios, todos na região metropolitana de São Paulo.

Trecho oeste (2002)
Trecho sul (2010)
Trecho leste (2014)
Trecho norte (*)
São Paulo Embu Ferraz de Vasconcelos Arujá
Barueri Itapecerica da Serra Poá Guarulhos
Carapicuíba São Paulo Suzano São Paulo
Osasco São Bernardo do Campo Itaquaquecetuba Mairiporã
Cotia Santo André Caieiras
Embu Ribeirão Pires
Mauá

(*) Viabilidade do trecho norte ainda em estudos.

[editar] Rodovias interligadas

Trecho oeste (2002)
Trecho sul (2010)
Trecho leste (2014)
Trecho norte (*)
SP-332 Imigrantes Ayrton Senna Fernão Dias
Bandeirantes Anchieta Dutra
Anhangüera
Castelo Branco
Raposo Tavares
Régis Bittencourt

(*) Viabilidade do trecho norte ainda em estudos.

[editar] Trecho oeste

Trecho oeste do Rodoanel
Trecho oeste do Rodoanel

Inaugurado em 11 de outubro de 2002, este trecho tem 32 km de extensão, indo da Estrada Velha de Campinas, na zona norte de São Paulo até a Rodovia Régis Bittencourt, no município de Embu. Corta as rodovias Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco e Raposo Tavares. Entre estas duas últimas, há um acesso urbano, na altura do Jardim Padroeira na cidade de Osasco.

A obra tem o objetivo de evitar que veículos que queiram se deslocar entre estas rodovias passem pelo trecho final da Marginal Tietê e pela Marginal Pinheiros, sem falar em outras avenidas que cruzam a região oeste da Capital, tais como a Corifeu de Azevedo Marques e a Francisco Morato, entre outras.

Em 11 de março de 2008 ocorreu o leilão de concessão deste trecho do Rodoanel, vencido pelo Consórcio Integração Oeste, composto pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e Equipav, que apresentou a menor tarifa de pedágio (R$ 1,1684, a ser reajustado pelo IPCA em julho). O valor representa um deságio de 61% em relação ao teto estabelecido pelo governo, de R$ 3. Também participaram do leilão:

O consórcio pagará R$ 2 bilhões ao Estado pela outorga, em um prazo de 2 anos. O contrato prevê investimentos da ordem de R$ 804 milhões ao longo dos 30 anos de concessão, sendo R$ 100 milhões investidos já no primeiro ano. Atualmente, a CCR já administra 4 das 5 rodovias cortadas pelo trecho oeste do Rodoanel. Foi criada a empresa CCR RodoAnel para administrar o trecho, com o início da operação das praças de pedágio previsto para 1º de dezembro de 2008

[editar] Trecho sul

O trecho sul do Rodoanel fará a interligação a partir do final do trecho oeste, no trevo da Rodovia Régis Bittencourt, passando pelas rodovias Imigrantes e Anchieta e nos municípios de Embu, Itapecerica da Serra, São Paulo, São Bernardo do Campo, Santo André, Ribeirão Pires, até o entrocamento com a Avenida Papa João XXIII, em Mauá, a qual será prolongada até a Avenida Jacu Pêssego, garantindo acesso às rodovias Dutra e Ayrton Senna, até a conclusão do trecho leste do anel viário.

As obras do trecho sul do Rodoanel foram inicialmente programadas para iniciarem em 2003, logo após a conclusão do trecho oeste, com o cronograma prevendo a entrega da circunferência completa em 2008, contudo uma série de contratempos envolvendo a questão ambiental da região onde passaria o traçado, bem como questões políticas que atravancaram o repasse de recursos fizeram com que o contrato de licitação fosse assinado apenas três anos mais tarde.

Assim, em 27 de abril de 2006, a Dersa assinou o contrato com os cinco consórcios que venceram a licitação para a execução das obras do trecho sul. Com a extensão de 57km, o custo total da obra será de R$ 3,46 [2] bilhões. As obras estavam programadas para ser iniciadas em 15 de setembro do mesmo ano, porém apenas em 28 demaio de 2007 a pedra fundamental das obras foi finalmente lançada, com o governador José Serra ligando a primeira máquina que deu início simbólico as obras, em Mauá.

Atualmente, o trecho encontra-se em acelerado processo de construção, com previsão de entrega em 27 de março de 2010[3].

Sua construção será importantíssima para aliviar o tráfego da Marginal Pinheiros e da Avenida dos Bandeirantes, gargalo obrigatório por onde passam os veículos que vêm de outras partes do Estado de São Paulo, do Triângulo Mineiro e da Região Centro-Oeste com destino à Baixada Santista.

[editar] Trecho leste

O início das obras do trecho leste do Rodoanel Mário Covas está previsto para 2010. Seu projeto prevê a passagem deste trecho pelos municípios de Ribeirão Pires, Mauá, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba e Guarulhos. Servirá como ligação entre as rodovias que servem a Baixada Santista com a Ayrton Senna e Via Dutra, desafogando o trafego das Avenidas Juntas Provisórias, Anhaia Melo e Salim Farah Maluf, que cortam os bairros do Ipiranga, Vila Prudente e Tatuapé em São Paulo. Estima-se que o trecho leste terá um custo elevado, pois atravessará regiões densamente povoadas, especialmente em Ferraz de Vasconcelos, Poá e Itaquaquecetuba, onde a via cruzará regiões quase que centrais desses municípios.

Como alternativa ao trecho leste, o Governo do Estado e a Dersa, em parceria com as prefeituras de São Paulo, Guarulhos e Mauá está construindo o chamado Complexo Jacu Pêssego, expandindo a Av. Jacu Pêssego ao norte, em direção a Via Dutra e ao sul, em direção à Av. Papa João XXIII, em Mauá. Estima-se que a inauguração do complexo será coincidente com a entrega do trecho sul do Rodoanel, em março de 2010, garantindo assim a interligação de 9 rodovias antes mesmo da conclusão do trecho leste do Rodoanel Mário Covas. Segundo o governador José Serra, o complexo fará as vezes de um "mini-Rodoanel Leste" até que este seja concluído.

[editar] Trecho norte

Sem previsão para o início de construção, o trecho norte ligaria as rodovias Dutra e Fernão Dias às Rodovias dos Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco, Raposo Tavares e Rodovia Régis Bittencourt de forma mais direta. Porém, é o trecho que apresenta o projeto mais custoso, tanto financeiramente, como ambientalmente.

Embora sirva para retirar da Marginal Tietê os veículos que partem de Minas Gerais, do Vale do Paraíba e do Rio de Janeiro para o Sul do país, o trecho norte apresenta fatores que não sugerem a sua construção em curto prazo.

O primeiro deles diz respeito à Serra da Cantareira, reserva de Mata Atlântica existente na Zona Norte do Município de São Paulo junto aos municípios de Guarulhos, Mairiporã, Franco da Rocha e Caieiras, que provalemente obrigará a construção a ser elaborada de forma diferenciada, com a presença de vários quilômetros de túneis. Outro fator diz respeito à Rodovia Dom Pedro I, que liga a Dutra à Campinas, correndo a menos de 50 quilômetros ao norte do local para onde está prevista a construção do ramo. Esta rodovia é considerada sub-utilizada para a infra-estrutura que possui, e já carrega praticamente todo o fluxo que circula de Minas, Vale do Paraíba e Rio de Janeiro até as regiões oeste e norte de São Paulo. Uma ligação mais eficiente daquelas regiões com a Região Sul do Brasil poderia ser feita através da construção de uma pista nos padrões do Rodoanel entre as rodovias Dom Pedro e Bandeirantes, ou, daquela até o início do tramo oeste do Rodoanel.

Referências

  1. MOREIRA, Beth.(11 de março de 2008) CCR apresenta menor pedágio no Rodoanel, de R$ 1,16.Portal Exame, <http://portalexame.abril.com.br/ae/economia/m0154137.html> Visitado em 24/08/2008.
  2. http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u119984.shtml
  3. http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL348678-5605,00.html

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


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